
Nesta cidade, talvez por não existir fiscalização alguma por parte do IBAMA, e pela maioria da população ainda insistir em manter seus hábitos (hereditários) de caçar, sem a menor preocupação de estarem colaborando com a extinção de espécies de nossa fauna como: veados, tatus, jacús, jacarés , tamanduás (aqui chamados de mambira) , papagaio, chechéu, nambús etc. muitos destes perseguidos e abatidos simplesmente pelo prazer da pratica predatória da caça, sem se dar conta do crime que estão cometendo. Além da fauna, a flora também está ameaçada, pois a indústria do carvão se faz necessária para a sobrevivência do homem do campo, pois sem outra alternativa de buscar meios de sustento, derrubam árvores nobres como o jatobá, aroeira, pequizeiro, pau d'arco ou ipê etc. É necessário uma campanha urgente de concientização seguida de punição exemplar aos que insistirem em continuar a agredir o meio ambiente de maneira tão violenta como vem acontecendo de maneira muito natural e absolutamente legal aqui por estas bandas. Cheguei a questionar fiscais voluntários nomeados pelo próprio IBAMA, mas não é permitido pela instituição. Ora, o escritório mais próximo fica a 42 kilometros de distância (Campo Maior), e os fiscais ali lotados, mal conseguem fiscalizar o que seria de sua competência, quanto mais dar conta dos municípios vizinhos como Jatobá, Nazaré, Boqueiráo, Boa Hora, Capitão de Campos, e esta nossa Cocal de Telha. Por motivo de não contarmos com Juiz, ou Promotores de Justiça, pois pertencemos a comarca de Cap. de Campos (12 Km de distância) fica difícil a denúncia, e muito menos a ação de combate contra estes abusos. Por fim, devemos encontrar meios, ou esperar que organizações não governamentais venham a ter contacto com este nosso problema e criar algo que possa inibir a depredação ambiental nesta região, já que os órgãos de governo instalados no município, não dão a mínima se alguém em algum lugar está jantando "mambira" se eles tem à mesa camarão vindo de Parnaíba...